quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Como a fotografia chegou no Brasil


A fotografia chegou no Brasil no dia 16/01/1840, pelas mãos do abade Louis Compte, capelão de um navio-escola francês que aportou de passagem pelo Rio de Janeiro.
Ele trouxe a novidade de Paris para a cidade, introduzindo a Daguerreotipia no país. Realizou 3 demonstrações do funcionamento do processo e apresentou o daguerreótipo ao imperador D. Pedro II. Foi a primeira demonstração no Brasil e na América Latina!
Deve-se imaginar quanto seria enriquecedor se pudéssemos conhecer o que teriam dito nos poucos corredores solenes da capital do Império, os que viram as primeiras exposições de 17/01/1840, no Hotel Pharoux, no Largo do Paço, quando se depararam com o requinte daquela modernidade: a fotografia.

“É preciso ter visto a cousa com os seus próprios olhos para se fazer ideia da rapidez e do resultado da operação. Em menos de 9 minutos, o chafariz do Largo do Paço, a Praça do Peixe e todos os objetos circunstantes se achavam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela mão da natureza, e quase sem a intervenção do artista” (trecho do Jornal do Commercio, de 17/01/1840).
O cronista do Jornal Diário registrou a facilidade com que era possível obter “a representação dos objetos de que se deseja conservar a imagem...”, e seguiu narrando as proezas do vistoso instrumento que em poucos nove minutos registrara o chafariz do Largo do Paço, a Praça do Peixe, o Mosteiro de São Bento, “... e todos os outros objetos circunstantes se acharam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela própria mão da natureza, e quase sem intervenção do artista.”


Em 21/01/1840, D. Pedro II (aos 14 anos de idade), entusiasmado com a nova invenção apresentada por Compte, encomenda um equipamento de DAGUERREOTIPIA em Paris. Em março de 1840, adquiriu um aparelho, comprando-o diretamente de Felicio Luzaghy, por 250 mil réis, possivelmente a primeira máquina desta arte em mãos brasileiras.
Muito pouco se conhece até hoje, de amadores que naqueles primeiros anos teriam praticado a DAGUERREOTIPIA e os processos subsequentes aqui no Brasil. O Imperador, teria sido um dos primeiros brasileiros...
Tornou-se assim, o primeiro fotógrafo brasileiro com menos de 15 anos de idade! Mais tarde, já um grande colecionador e um verdadeiro mecenas dessa arte, atribuiu títulos e honrarias aos principais fotógrafos atuantes no país. Promoveu a arte fotográfica brasileira e difundiu a nova técnica por todo o país.
O maior e mais diversificado acervo de fotografia oitocentista constituído por um particular é, justamente, a coleção que foi reunida durante vários anos pelo Imperador D. Pedro II. Oficialmente, ele é considerado o primeiro deguerreotipista brasileiro; fazia imagens de paisagens e de pessoas.

Tipos de maquinas fotograficas


A idéia começou nos anos 70: uma câmera que não produzisse imagens somente com uso do filme fotográfico. Nascia, assim, o primeiro esboço de uma câmera digital. Foram anos de estudos e modificações até as super modernas digitais que temos no mercado atualmente. Acompanhe a evolução deste aparelho tão utilizado por nós!

O início





Considerada a primeira câmera digital, este protótipo foi criado na Kodak, por Steven Sasson, em 1975. Um verdadeiro Frankenstein, montado com partes de telefones e câmeras analógicas, pesava cerca de 4kg e gerava imagens em preto e branco, registradas em fita cassete. O resultado era uma foto com 0.1 megapixel, que levava 23 segundos para ser produzida.

Mavica


O desenvolvimento veio em 1981, quando a Sony lançou a câmera Mavica (Magnetic Video Camera). Ela estava entre o analógico e o digital, pois armazenava as fotos coloridas em pequenos disquetes que podiam ser visualizadas na televisão.

Fuji DS-1P e Dycam Model 1


A primeira câmera verdadeiramente digital foi a Fuji DS-1P, desenvolvida em 1988. Ela tinha memória de 16MB mas nunca foi comercializada. Só dois anos depois foi lançada uma câmera digital que chegou ao mercado: Dycam Model 1, que já armazenava imagens em arquivos JPEG.

Hasselblad DB 4000


Algumas tentativas de aliar câmeras analógicas e digitais foram criadas, como a estranha Hasselblad DB 4000, de 1991. Suas imagens eram de 2048x2048 pixels, capturadas com um sensor CCD e armazenamento de 8-bits.

A pesada DSC200


A Kodak lançou a DSC200 em 1994. Ela funcionava com uma Nikon N8008s e produzia imagens com uma resolução de 1.5MP, com armazenamento de até 80MB. Não possuía visor LCD e o tempo estimado entre as fotos era de 2,5 segundos. E seu peso não era nada agradável: 1,7kg.

A câmera da Apple


E nem só de iPhones, iPods e iPads se construiu o império de Steve Jobs. Em 1994 a Apple se aventurou pelos caminhos ainda incertos da fotografia digital e lançou a Apple QuickTake 100. Produzida pela Kodak, a câmera produzia até oito imagens com resolução VGA (640x480). Foi a primeira câmera digital coloria a custar menos que U$ 1000.

Menos de 1MP de resolução


Em 1996, empresas como Canon e Cassio também entraram para este mercado e as novas câmeras pareciam começar a tomar a forma que hoje conhecemos. A Olympus D-300L foi o grande lançamento do ano, com até 0.8MP de resolução. Ea custava cerca de U$ 900.

Novas empresas entram na concorrência


No ano seguinte surgiram as primeiras Nikon Coolpix e novas câmeras da Olympus com maiores resoluções. A Fuji lançou a DS-300 em 1997, com 1.3 MP e zoom de até 3x.

A volta da Mavica


Em 1998, a Sony relança a Mavica, agora verdadeiramente digital e com possibilidade de armazenar as fotografias em disquetes. A MVC-FD91 produzia imagens com resolução de até 1024 x 768, variação de abertura e velocidade e custava U$ 700.

Popularização da fotografia digital


Tamanho menores da Mavica se popularizavam rapidamente, com armazenamento em disquetes baratos e fáceis de encontrar. A MVC-FD51 foi um sucesso de vendas da Sony.

CyberShot


No final do século XX as câmeras digitais já eram produzidas por inúmeras empresas, mas ainda com resolução e preços nada agradáveis. Uma dos primeiros modelos CyberShot da Sony foi lançado em 1999. A DSC-F505 era bem diferente das compactas atuais.

Super resolução de... 6.1MP


A robusta Kodak DSC-660 era uma das câmeras digitais com maior resolução do mercado. Enquanto a maioria variava entre 1 e 2 MP, a DSC-660 tinha impressionantes 6.1MP de resolução. Ela pesava quase 2kg.

As primeiras profissionais


A partir dos anos 2000 já era possível pensar em trabalhar com câmeras digitais para fotografar profissionalmente, pois a qualidade das imagens aumentava rapidamente. A Nikon D1 foi a primeira linha de digitais profissionais da empresa japonesa.

FinePix, da Fuji


As câmeras começaram a ficar cada vez menores e mais acessíveis. A Fujifilm também entrou no mercado com a linha FinePix. Este modelo é o A205 e tinha resolução de 2MP. Seu grande problema era o auto consumo de energia.

Modelos populares


A CyberShot da Sony é sem dúvida um dos modelos de câmeras compactas mais vendidos no mundo todos. A DSC-P9 tem o design que foi super popular no começo do século XXI. Esta câmera tem 4MP de resolução e 3x de zoom óptico.

Câmera transparente?


Com a evolução da tecnologia para as digitais até alguns modelos inusitados começaram a surgir, como a D80 Skelton, da Nikon. Lançada em 2006, ela é toda transparente deixando a mostra as inúmeras partes necessárias para gerar a imagem digital.

Visores LCD cada vez maiores


Além de surgirem novas câmeras com cores variadas, como esta vermelha da Sony, os novos modelos de compactas priorizam também o tamanho do visor LCD. Este, o modelo CyberShot DSC-TX7, tem visor de 3,5.

Muitos megapixels!


Na onda dos megapixels, alguns fabricantes acabam exagerando. A Seitz produziu esta câmera que faz imagens de até 160MP. Isso significa que cada foto ocupa 1GB de memória. A câmera chega a custar U$ 45000.

Visores LCD móveis


Outro avanço na tecnologia nos faz esquecer dos minúsculos visores LCD das primeiras câmeras digitais. Além de grandes, eles podem ser móveis. A HS10 é um dos modelos de câmera semiprofissionais mais recentes da Fuji.

Dois visores LCD?


E como se um visor não bastasse, agora é possível ter dois! A ST550 da Samsung tem um visor de 3,5 na parte de trás e outro menor ao lado da lente, para que você possa tirar auto-retratos ou exibir animações para chamara atenção de crianças.

À prova de tudo!


Cada vez menores e mais potentes, as câmeras digitais também estão ficando resistentes. A série XP10, da Fuji, é à prova de choque, aguenta temperaturas -10°C e encara até 3 metros de profundidade na água.

Super câmera profissional


As câmeras profissionais também buscam sempre a máxima qualidade de imagem. Um sonho de consumo é a D3X da Nikon. Sua resolução máxima é de 24.5MP. Mas seu preço pode variar entre salgados R$ 22000 a R$ 24000.

Celular ou câmera digital?


Esta é a pergunta que se faz para o novo aparelho da Samsung, o SCH-W880. Inicialmente, vazou como a primeira câmera com celular. Mas a fabricante já se pronunciou: é um celular. Mas é o primeiro a ter zoom óptico de 3x.

Projetor de imagens


De todas as características das câmeras atuais, a Nikon Coolpix S1000pj tem uma das mais interessantes. Ao observar as câmeras de dez anos atrás, com sofríveis 2MP e visores de 1", quando poderíamos imaginar uma câmera digital de 12.1MP e um projetor de imagem embutido, que exibe suas fotos em até 40".

Compactas e profissionais


E, por fim, mostramos o último lançamento do mercado. O encontro da câmera digital compacta com a profissional: NEX-3 e NEX-5. Os modelos recém-lançados da Sony tem tamanho de câmera compacta, mas suportam lentes intercambiáveis presentes nas câmeras profissionais.

Fotógrafos estrangeiros


Henri Cartier-Bresson
Henri Cartier-Bresson, um dos fotógrafos mais significativos do século XX, inclusive intitulado por muitos profissionais como o pai do fotojornalismo, nasceu em 1908 na França, se interessou por fotografia quando ganhou uma câmera ainda na infância. Ele foi umprofissional de alto gabarito no jornalismo, Tecnicamente seus trabalhos não são considerados perfeitos, mas são inegavelmente belos e genuínos. Faleceu em 2004, aos 95 anos, na Provença, em seu país natal.
Nick Brandt Nick Brandt é um fotógrafo que fotografa exclusivamente na África , um de seus objetivos, sendo para gravar um testamento para os animais selvagens e lugares lá antes de serem destruídos pelas mãos do homem. Nascido em 1966 e criado em Londres, Inglaterra, Brandt estudou Pintura e Cinema na Escola de Arte de São Martinho
Ansel Easton Adams Ansel Easton Adams nasceu em 1902 e foi um fotógrafo dos Estados Unidos. Em 1916 realiza fotografias no Parque Nacional de Yosemite, numa viagem com a família, usando uma Kodak Nº 1 Box Brownie que ganhou de presente dos pais. O fotografo faleceu em 1984
Pierre Edouard Leopold Verger Pierre Edouard Leopold Verger nasceu em 1902 na França, foi um fotógrafo e etnólogo autodidata franco-brasileiro. Após a idade de 30 anos, depois de perder a família, Pierre Verger levou a carreira de fotógrafo jornalístico. A fotografia em preto e branco era sua especialidade. Usava uma máquina Rolleiflex que hoje se encontra na Fundação Pierre Verger. Verger se apaixonou pela Bahia lendo "Jubiabá" e se tornou amigo das maiores personalidades baianas do século XX.

Fotografia na era digital


A introdução da tecnologia digital tem modificado drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia. simplificação dos processos de captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens proporcionados intrinsecamente pelo ambiente digital, aliada à facilidade de integração com os recursos dainformática, como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos e distribuição via Internet, têm ampliado e democratizado o uso da imagem fotográfica nas mais diversas aplicações.
ntes do Photoshop, a manipulação de imagens e arquivos fotográficos podia levar horas, até mesmo dias. Montagens de fotos, eram processos complicados e exigiam técnica e paciência em ambientes insalubres. E eram realizadas apenas por profissionais ou entusiastas da fotografia.
Hoje, o fotógrafo pode corrigir problemas, eliminar da imagem objetos indesejados – e até mesmo pessoas indesejadas – com a facilidade e a rapidez de um clique. A popularização dos editores de imagens permitiu que elas pudessem ser alteradas por qualquer pessoa com conhecimento básico de informática. O estreito vínculo da fotografia com o real – uma virtude sempre enfatizada, especialmente no fotojornalismo – tornou-se um conceito cada vez mais relativo. 

Evolução


Na Antiguidade, os gregos conheciam a “câmara escura”, que consistia num quarto escuro com um pequeno buraco que projetava uma imagem externa na parede interna. Ao longo dos séculos, químicos, físicos e até professores de medicina – como o alemão Johann Heinrich Schulze, que descobriu a influência da luz no nitrato de prata – contribuíram no desenvolvimento do que viria a ser, já no século 19, a fotografia como era conhecida até bem pouco tempo.
Coube a Joseph Nicéphore Niépce a primazia de fixar uma imagem, após oito horas de exposição, em uma chapa metálica. O ano era 1826, e a fotografia, a mais antiga conhecida e ainda conservada, mostrava a imagem vista da janela do quarto do francês. Mas foi Louis Jacques Mandé Daguerre, colega de Niépce na pesquisa, quem registrou o que se chamou de daguerreótipo, nome dado ao primeiro processo fotográfico, patenteado em 1835. A pintura havia ganhado uma concorrente.
Ao longo das décadas seguintes, a fotografia se popularizou, principalmente por meio da companhia norte-americana Kodak – cujo fundador, George Eastman, tinha como objetivo tornar a fotografia acessível a todos. Em 1888, ele criou a primeira câmara portátil e de fácil manuseio. Durante muito tempo o lema da companhia era “Você aperta um botão, nós fazemos o resto”.
Pouco mais de cem anos depois, a fotografia entrou no período de sua maior transformação desde Niépce e Daguerre, a era da fotografia digital. A nova tecnologia – que aboliu o filme e, por tabela, os processos químicos de revelação da imagem – apareceu na virada do segundo milênio. A partir daí, a fotografia ganhou um novo parceiro, o computador. E, com ele, o mais conhecido programa de edição de imagens, o Photoshop, desenvolvido por Thomas Knoll em 1987 e lançado pela Adobe Systems em 1990.


Fotógrafos brasileiros


Thomas Farka
Thomas Farka, apesar de ser um grandioso fotógrafo brasileiro e de ter sido um dos expoentes da fotografia moderna, na verdade é húngaro, nascido em Budapeste, no ano de 1924. No entanto, veio ainda criança para o Brasil. Seu pai foi um dos sócios da Fotoptica, e Thomas acabou sendo atraído pela fotografia. Foi membro do Foto Cine Clube Bandeirante e ficou famoso por seus registros de inauguração de Brasília. Morreu em 2011 em São Paulo.
Chico Albuquerque
Foi fazendo um documentário caseiro, com apenas 15 anos, que o cearense Chico Albuquerque acabou se apaixonando pela fotografia. Foi rumo a São Paulo na década de 40 e, assim como Thomas Farka, também foi membro do Foto Cine Clube Bandeirante. Chico Albuquerque foi responsável por importar os primeiros equipamentos de flashes aqui no Brasil. Nascido em 1917, Albuquerque faleceu em 2000, vítima de infarto.
Geraldo de Barros
Geraldo de Barros é daqueles que possuem multi talentos. Além de ser conhecido por ser fotógrafo, Geraldo foi destaque também na pintura, artes gráficas e desenho industrial. Foi um dos pioneiros na introdução da fotografia de gênero abstrato e moderno aqui no Brasil, tendo se aproximado em grande parte da geometria e arte pop. Seus trabalhos influenciaram toda uma geração, e ainda é um dos fotógrafos brasileiros mais estudados até então. Faleceu em 1998.
Sebastião Salgado
Se já não basta ser um fotógrafo famoso de mão cheia, Sebastião Salgado já foi nomeado como representante oficial da UNICEF (Fundo das Nações Unidas Para a Infância). Nasceu em 1944 no município de Aimorés, em Minas Gerais e conquistou fama internacional por mostrar, com muito lirismo, o sofrimento das classes menos favorecidas no nosso país. Em 1994, fundou “As Imagens da Amazônia”, sua própria agência de notícias sobre o ofício do fotógrafo e seus respectivos desafios.







Máquina fotográfica


* O primeiro inventor a obter a uma imagem fixada pela ação da luz (que é o princípio da fotografia) foi o francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833).
* Em 1827, Niépce demorou mais de oito horas para conseguir fazer a primeira "fotografia" da História. Captada em uma lâmina de estanho e feita com a luz do Sol, a imagem mostrava parte de um celeiro e uma árvore, a visão que Niépce tinha de sua oficina.
* Em 1929, ele passou a trabalhar com Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), que acabou inventando a primeira máquina fotográfica 12 anos depois.
* O "daguerreotype" ("daguerreótipo") exigia 30 minutos de exposição da imagem à luz, o que significa que cada foto levava meia hora para ser tirada. A máquina impedia que a imagem desaparecesse - um grande avanço em relação ao o projeto original de Niépce.
* Mas como essa câmera rudimentar funcionava? Uma lâmina de cobre era bem polida, até ficar parecida com um espelho, e depois recebia um banho de iodo, para ficar sensível à luz. Depois, era colocada em uma "câmera", uma caixa de madeira bem simples e com lente, para que a imagem fosse captada. Em seguida, a placa era "revelada" com mercúrio quente e a imagem aparecia. Para fixar a cena, a foto recebia outro banho, dessa vez de tiosulfato de sódio, e então ganhava uma corzinha com cloreto dourado.